Na tarde desta segunda-feira, 29, um marco simbólico foi concretizado na entrada do Palácio da Cultura: a instalação da Cápsula do Tempo da Academia Manhuaçuense de Letras (AML). A estrutura, feita de tijolos e concreto, abriga uma caixa especial que permanecerá lacrada pelos próximos 25 anos.



Durante a celebração dos 33 anos de fundação da AML, realizada na última sexta-feira, diversos objetos, documentos e registros de momentos significativos foram cuidadosamente depositados na cápsula. O ato representa não apenas uma homenagem à trajetória da instituição, mas também um gesto de esperança e compromisso com o futuro.



A cerimônia de lacração contou com a presença de acadêmicos e do presidente da AML, Dr. Luiz Gonzaga Amorim, que destacou o caráter enigmático da cápsula: “Tudo é segredo, que ficará bem guardado até o ano de 2050. Tomara que todos nós estejamos aqui. Também servirá para que, aqueles que hoje são adolescentes, jovens, nossos netos saibam que um dia tivemos o compromisso de cuidar bem da cultura, do desenvolvimento de nossa cidade e sonhamos com o futuro.”



A cápsula foi instalada em uma estrutura protegida, pensada para resistir ao tempo e preservar seu conteúdo com segurança, evitando qualquer tipo de deterioração ou violação. Representantes de instituições e clubes de serviço que contribuíram com registros vivem agora a expectativa de reencontrar, daqui a duas décadas e meia, os vestígios de um tempo que ajudaram a construir.
O momento solene também contou com a presença do gerente de Cultura de Manhuaçu, Daniel Clemente, reforçando o apoio institucional à iniciativa. Para os acadêmicos, mesmo diante das incertezas do futuro, a esperança de testemunhar a abertura da cápsula em 2050 permanece viva e renovada.





