A noite de sábado, 24 de janeiro, ficará marcada na memória dos atletas e moradores de Manhuaçu. A 1ª edição do Desafio das 7 Medalhas reuniu corredores de diversas cidades e distritos na Praça da Casa de Cultura, em um evento que uniu esporte, história e tradição.



Mais do que uma competição, o encontro trouxe à tona o valor cultural da Casa de Cultura, prédio histórico erguido em 1929 e considerado o “guardião da memória local”. Para reforçar essa conexão, os participantes puderam assistir a um documentário com depoimentos de acadêmicos como Sebastião Fernandes, Flávio Almeida e Luiz Amorim, que revelaram curiosidades sobre o espaço e sua importância para a região.



Na recepção aos atletas, o presidente da Academia Manhuaçuense de Letras, Dr. Luiz Amorim, destacou a relevância da iniciativa do advogado e corredor Glauber Vidal, idealizador do projeto: “É um momento singular para todos nós. A alegria é imensa em receber os corredores diante da Casa de Cultura e enaltecer o que esse prédio representa. A iniciativa foi brilhante.”
O evento também contou com o empenho de Bruno Dias, da Igreja Missionária Ágape, que coordenou a primeira edição e celebrou o resultado: “Foi um grande desafio, mas conseguimos realizar um evento lindo. Todo esforço valeu a pena.”



Pastor Márcio, mesmo em recuperação de cirurgia, fez questão de participar com sua família, oferecendo uma recepção calorosa com frutas e quitandas aos atletas. Já o acadêmico e atleta Eduardo Satil animou a cerimônia como mestre de cerimônia, enquanto o Sargento Washington conduziu os corredores com disciplina e entusiasmo.



Entre os presentes, estiveram também a presidente de Cultura, Celeste Fraga, acadêmicos da AML, o vereador Allan do Alaor representando a Câmara Municipal, além de atletas de cidades vizinhas como Manhumirim. A participação da Associação dos Motociclistas de Manhuaçu (AMMAR) trouxe ainda mais diversidade ao evento, mostrando que o esporte e a cultura podem unir diferentes públicos em torno de uma mesma causa.



O Desafio das 7 Medalhas mostrou que a corrida de rua pode ser muito mais do que esporte: é uma oportunidade de valorizar símbolos culturais e fortalecer laços comunitários. A expectativa agora se volta para a 2ª etapa, marcada para 1º de março, que terá como tema o Castelo do Café, outro ícone da identidade cultural da região.
Teo Nazaré – SECULT




