A Academia Manhuaçuense de Letras viveu uma noite marcada pela emoção, sensibilidade e reconhecimento ao amor materno durante uma sessão solene especial em homenagem ao Dia das Mães. O encontro reuniu acadêmicos, familiares e convidados em um momento de profunda valorização da figura materna, exaltando o carinho, a dedicação e a força das mães ao longo da vida.



A cerimônia teve como símbolo maior da homenagem a senhora Maria Antônia Dutra, carinhosamente conhecida como “Dona Fia”, moradora do Córrego do Valão, no distrito de Sacramento. Aos 102 anos de idade, ela representou todas as mães homenageadas pela instituição. Mãe de 11 filhos, avó e bisavó, “Dona Fia” participou da solenidade acompanhada pelos familiares, emocionando o público com sua presença serena, disposição admirável e olhar cheio de vida.



A participação da homenageada aconteceu após sugestão do acadêmico Adair André da Silva, destacando o valor das mães da melhor idade, verdadeiras guardiãs da história familiar e dos ensinamentos passados entre gerações.



Durante a sessão, poesias e apresentações musicais deram ainda mais brilho à homenagem. Os acadêmicos Marcelo Morais, Adair André, Ranieri Duvanel e Maristela Rodrigues recitaram poemas dedicados ao amor de mãe. Cristina Narciso apresentou um texto da acadêmica Nathália Schittini, enquanto Mariângela Bastos, Érica Otoni e Téo Nazaré interpretaram canções emocionantes que retrataram a delicadeza e a grandeza do sentimento materno.



A trajetória de vida de “Dona Fia” também foi lembrada como exemplo de sabedoria, simplicidade e união familiar. Sempre lúcida e bem-humorada, ela mantém viva a essência dos valores familiares, sendo cercada pelo carinho e respeito dos filhos, netos e bisnetos. Seu filho, José Augusto Dutra, destacou a alegria da família em poder compartilhar diariamente a presença da matriarca. “Temos uma doce rainha ao nosso lado. O sorriso e o amor dela são nossa maior riqueza”, afirmou emocionado.



Ao final da solenidade, a acadêmica Nathália Schittini também fez referência ao Dia Mundial da Língua Portuguesa, celebrado em 5 de maio, ressaltando a importância da literatura e da preservação cultural através da poesia. Encerrando a noite, o presidente da Academia Manhuaçuense de Letras, pastor Sérgio Veiga, deixou uma mensagem especial sobre o verdadeiro valor das mães e o papel essencial que exercem na formação das famílias e da sociedade.



A homenagem promovida pela Academia Manhuaçuense de Letras transformou a noite em um encontro de memórias, afetos e reconhecimento, reafirmando que o amor de mãe permanece como uma das maiores expressões de humanidade e inspiração.



























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Fotos de Eduardo Satil e Teo Nazaré.




