Manhuaçu entra para a história com a criação da Academia de Letras do Brasil e se consolida como referência cultural na Zona da Mata Mineira.



Cerimônia histórica reuniu representantes de 22 cidades, escritores, artistas e autoridades, marcando um novo capítulo para a literatura, a educação e a cultura regional.



Na tarde de 20 de junho de 2026, Manhuaçu viveu um dos momentos mais significativos de sua história cultural. A cidade tornou-se palco da instalação oficial da Academia de Letras do Brasil – Seção Minas Gerais e Seccional Zona da Mata Mineira (ALB-MG/ZMM), um marco que projeta o município como uma das principais referências literárias de Minas Gerais e fortalece o protagonismo da Zona da Mata no cenário cultural brasileiro.



A solenidade, realizada na sede do Instituto Gotland Group, reuniu escritores, educadores, artistas, pesquisadores e autoridades de 22 municípios mineiros, além de representantes internacionais dos Estados Unidos, Portugal e Cuba, demonstrando a dimensão e o alcance do projeto, que nasce com a missão de incentivar a produção literária, preservar a memória cultural e promover o intercâmbio entre diferentes povos por meio da arte e da educação.



A academia foi instituída com 40 acadêmicos fundadores, 17 membros honorários e três representantes internacionais, formando uma ampla rede dedicada ao fortalecimento da literatura, da pesquisa e das manifestações culturais em uma área que compreende 154 municípios da Zona da Mata Mineira.



A cerimônia foi presidida pelo Dr. Mauro José de Morais, presidente da Academia de Letras do Brasil em Minas Gerais, que oficializou a criação da nova seccional ao lado do comendador Fabrício Santos, empossado como presidente fundador da ALB-MG/ZMM.



Em seu pronunciamento, Fabrício Santos destacou que a nova academia nasce com autonomia administrativa e uma missão clara: descobrir talentos, incentivar escritores independentes e democratizar o acesso à cultura.
“Queremos construir uma instituição aberta, acolhedora e atuante, capaz de revelar novos autores, fortalecer a identidade cultural da nossa região e aproximar a literatura das pessoas. A cultura precisa chegar a todos os municípios e transformar vidas”, afirmou.
Literatura, música e arte emocionam o público



Muito além do protocolo oficial, o evento foi marcado por apresentações artísticas que emocionaram os participantes.
O coral de alunos do Instituto Gotland, sob a regência do próprio Fabrício Santos, abriu a programação cultural, seguido por uma apresentação musical acompanhada pelo acordeonista Estevan Caldeira Rhodes, proporcionando momentos de grande sensibilidade.



A poesia também ocupou lugar de destaque durante a cerimônia. Escritores e acadêmicos de cidades como Manhuaçu, Ipanema, Reduto e Pocrane declamaram textos que exaltaram a memória, a identidade regional, o pertencimento e a força transformadora da literatura.



Um dos momentos mais emocionantes foi protagonizado pelos jovens participantes. Mariana Coelho Mendes Picada interpretou o poema Eternizando a Arte, enquanto Samuel Santana, Lara Almeida e outros adolescentes demonstraram que a nova geração também encontra na literatura um espaço para expressão, criatividade e construção do futuro.



Exposição literária e inovação cultural
Paralelamente à cerimônia, os visitantes puderam conhecer uma ampla Exposição Literária, reunindo obras produzidas pelos acadêmicos fundadores e membros honorários.



O evento também inovou ao integrar tradição e tecnologia por meio de um workshop de desenho digital, conduzido por Fábio Santos e Thay Ruan, mostrando que a criatividade pode dialogar com diferentes linguagens e plataformas.
Sustentabilidade e literatura caminham juntas



Outro destaque da programação foi a palestra da Dra. Maria Suely Farias Cunha, reconhecida nacionalmente por sua atuação nas áreas de educação, literatura e sustentabilidade.
Durante sua apresentação, ela abordou temas ligados à preservação ambiental, desenvolvimento sustentável e responsabilidade social, ressaltando que a literatura também exerce papel fundamental na formação de uma sociedade mais consciente.
Autora com obra concorrendo ao Prêmio Jabuti 2026, Maria Suely recebeu ainda uma homenagem especial do Instituto Gotland Group, sendo agraciada com o título de Doutora Honoris Causa em Sustentabilidade, reconhecimento por sua contribuição ao conhecimento científico e às causas ambientais.
Um movimento que fortalece a cultura regional



Mais do que inaugurar uma nova academia, o encontro simbolizou o nascimento de um movimento cultural comprometido com a valorização da literatura, da educação e das artes em toda a Zona da Mata Mineira.
A proposta da ALB-MG/ZMM é incentivar escritores independentes, preservar a memória dos municípios, estimular projetos educacionais e aproximar crianças, jovens e adultos do universo da leitura e da produção literária.



Durante o encerramento da solenidade, outro momento simbólico marcou a programação: a transmissão da presidência da Academia de Ciências, Letras e Artes de Minas Gerais (ACLA/MG) para Grazielle Sabino, enquanto Fabrício Santos passou a ocupar a função de presidente fundador benemérito da instituição.



Um novo tempo para Manhuaçu
A criação da Academia de Letras do Brasil – Seccional Zona da Mata Mineira representa um divisor de águas para Manhuaçu. Mais do que sediar uma nova instituição, o município passa a integrar um projeto de alcance estadual e internacional voltado à valorização da cultura, da educação e da produção intelectual.
O evento deixou uma mensagem clara: as palavras continuam transformando vidas, preservando histórias e construindo pontes entre gerações.
Com esse marco histórico, Manhuaçu reafirma sua vocação cultural e fortalece seu papel como um importante centro de produção literária, artística e educacional, escrevendo um novo e promissor capítulo em sua história.










































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