Em um gesto de reverência e paixão pela música brasileira, a cantora Branka (Karyme Stadler Hass) embarca em uma jornada que transcende fronteiras: levar ao Japão a história e o legado da eterna Clara Nunes. Com o documentário “Meu canto é uma missão”, produzido ao lado do cineasta Márcio Freitas, Branka celebra a memória da artista mineira que se tornou embaixadora do samba no país oriental após o lançamento do emblemático álbum Nação, em 1982.



Clara Nunes, que encantou o Japão com uma turnê de 18 apresentações em 10 cidades e um especial para a emissora NHK, tinha planos de gravar sambas em japonês — um sonho interrompido por sua partida precoce no ano seguinte. Agora, Branka retoma esse fio de esperança e afeto, levando ao público japonês um tributo audiovisual que resgata esse capítulo pouco explorado, mas profundamente significativo da trajetória de Clara.
“É emocionante trazer à tona essa conexão cultural. Gravamos cenas tocantes na Portela, com a Velha Guarda e a bateria, celebrando o amor de Clara pela escola. Este projeto é mais que uma homenagem — é uma ponte entre corações e ritmos”, afirma Branka, curitibana radicada no Rio desde 2012.



Antes do lançamento oficial no Japão, marcado para 7 de dezembro, Branka se apresenta no Teatro Riachuelo, no dia 27 de agosto, acompanhada pela Velha Guarda da Portela. O show também tem um gesto solidário: o público é convidado a levar roupas e brinquedos para doação à Creche Clara Nunes, em Caetanópolis, cidade natal da cantora.
A missão de Branka é clara: fazer ecoar, em terras distantes, o canto guerreiro de Clara Nunes — uma voz que nunca se calou, apenas mudou de continente.


Além do documentário, Clara Nunes também é celebrada no espetáculo “Clara Nunes — A tal guerreira”, em cartaz na Cidade das Artes, na Barra da Tijuca, até 31 de agosto. Com direção de Jorge Farjalla e protagonismo de Emanuelle Araújo, o musical reúne um elenco de 30 artistas para homenagear a força, a fé e o lirismo da cantora que eternizou o samba com alma feminina.
Duas homenagens, dois palcos, um só coração: Clara vive — no Brasil, no Japão, e em cada canto onde o samba encontra poesia.
Teo Nazaré-TNTV News.





